PROGRAMA
A seleção das obras tem por objetivo traçar um breve painel sobre a estética musical villalobiana.
"Ária (Cantilena)" da "Bachianas Brasileiras nº 5"
A mais popular das melodias villalobianas - nitidamente inspirada nas serestas - foi composta em 1938, com texto de Ruth Valadares Correa e dedicada a Arminda Villa-Lobos. Ruth Valadares Correa - que era também cantora - foi responsável pela estréia da obra, em 1939, sob a regência de Villa-Lobos, no Rio de Janeiro. Grandes sopranos de todo o mundo gravaram a "Ária" da "Bachianas
Brasileiras nº 5" (que possui ainda um 2º movimento, a Dança - ou Martelo -, com texto de Manuel Bandeira), como Victoria de Los Angeles, Bidu Sayão (ambas sob a regência de Villa-Lobos).
"Tocata (O Trenzinho do Caipira)"
da "Bachianas Brasileiras nº 2"
Se em primeiro lugar em popularidade encontra-se a "Ária" da "Bachianas Brasileiras nº 5", é a "Tocata" - mais conhecida como "O Trenzinho do Caipira" - da "Bachianas Brasileiras nº 2" que ocupa a segunda posição. Uma das mais características obras de Villa-Lobos, o "Trenzinho" demonstra um original colorido orquestral, presente em muitas das partituras do compositor. Aqui também fica evidente a forte
impressão que lhe causou a música sertaneja, ouvida em suas viagens pelo interior do Brasil.
"Uirapuru"
A despeito de certa influência da música francesa, o "Uirapuru" é das primeiras obras-primas de Villa-Lobos, e dá início a uma linguagem orquestral tipicamente villalobiana. A partitura retrata o ambiente da selva brasileira e seus habitantes naturais - os índios - com uma impressionante riqueza de detalhes. Aqui, ouviremos o tema que serviu de base para esse poema sinfônico: o canto do uirapuru, pássaro
que, dentro da mitologia indígena, representa o rei do amor.
"Coletânea de músicas folclóricas"
O folclore infantil sempre foi um elemento importantíssimo na produção villalobiana. Prova disso são suas incontáveis obras, direta ou indiretamente impregnadas das canções que, por gerações, têm sido perpetuadas entre adultos e crianças. São muitos os exemplos do refinamento que o compositor emprestava à simplicidade daquelas melodias.
"Choros nº 1"
O mais importante ciclo de obras do compositor (apesar de menos popular do que as "Bachianas Brasileiras") é o ciclo dos "Choros", para as mais diversas formações (desde o violão e o piano, passando por grupos camerísticos e chegando a grandes massas sinfônicas) com inspiração direta na música urbana do Rio de Janeiro da virada do século. O "Choros nº 1", para violão, composto em 1920, dedicado a Ernesto
Nazareth, é o mais tradicional do ciclo.
"Choros nº 5"
Datado de 1925, recebeu de Villa-Lobos o sugestivo subtítulo "Alma Brasileira" e é das mais conhecidas partituras para piano do compositor.
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